Quando assisti o Filme “O cheiro do ralo” fiquei tentando imaginar quem poderia escrever um texto como aquele.
Fui atrás e descobri Lourenço Mutarelli, que reencontrei na peça O Natimorto - que assisti ontem no Teatro Filo, antigo cinema Vila Rica/Londrina - adaptada por Mário Bortolotto. O que vi foi um espetáculo com atores, cenário, trilha sonora impecáveis. Achei o texto melhor que O Cheiro – mais mordaz, com diálogos mais enxutos e piadas ácidas que nos fazem rir com certo temor.
A solidão do Agente que não age, frente a uma esposa adúltera quase assassina, em suma uma megera que também é hilária, penetra na pele como um suor frio em tempos de febre.
A Voz é ao mesmo tempo aproveitadora e vítima da solidão do Agente.
A forma como o Agente interpreta como será o seu dia a dia através das fotos nos maços de cigarros relacionando com as cartas do tarô é apavorante/hilariante.
Fica a pergunta: Como iremos conseguir fumar sem olhar o maço e tentar fazer uma interpretação através de cada foto?
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Ouvi dizer que o texto “O Natimorto” vai ser adaptado para o cinema, e que o Lourenço Mutarelli fará o papel do Agente
Vamos aguardar.
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E hoje tem “Chapa Quente”
Serviço:
Espetáculo: Chapa Quente
Companhia: Cemitério de Automóveis
Cidade: São Paulo (SP)
Direção: Mário Bortolotto
Dias: 10 de junho
Horário: 20h30
Local: Teatro Ouro Verde (Rua Maranhão, 85)
Classificação: Teatro adulto – ficção/história em quadrinhos
Faixa Etária: 16 anos
Duração: 60 minutos
Gostei muito de Chapa Quente. A inovação da linguagem em teatro valeu, também veria novamente! beijão
12.06.08 04:33 - Sílfide
ai q saudades do Filo...
11.06.08 08:35 - :: gi, aq não tem disso não
Gostei de Natimorto. Mas Chapa Quente é a minha cara hehehe Ainda que o som estivesse alto demais, a trilha foi perfeita. Não é todo dia que se ouve Tom Waits, Nick Cave, PJ Harvey, Mudhoney, Pixies entre outros, numa peça de teatro. E as historias do Kitagawa ficaram muito bem com personagens de carne e osso. Veria de novo, com certeza. bjo
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