Pé na estrada - Marumbi

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Foto:LSC

Faz um ano que estive no pico Marumbi com as amigas Andréa, Kátia e Cacau.
Foi uma bela viagem! Consolidação de uma grande amizade!
Superar obstáculos com a ajuda de amigos fortalece o vínculo, essa dependência cria laços de confiança.
E nesse próximo feriado iremos novamente para o Marumbi, agora com outros percursos para aproveitar bem os dias de folga. Começando na quinta-feira com uma escalada no Anhangava, na sexta-feira uma travessia pela histórica trilha de Itupava e culminando com a chegada no complexo do Marumbi!
Dessa vez não vamos contar com a presença da Andréa, que com certeza será muito sentida, com seu espírito alegre e sua cantoria no carro, dá-lhe Lenine!
E claro, pela comida que ela preparava para nos esperar, pois como ela não sobe montanhas ficava no camping nos esperando com aquela comidinha quente muito bem vinda no clima frio da região.
Dormir embalada pelo som ritmado do trem, que a cada trinta minutos passa cortando a densa neblina, é uma experiência inusitada.
Foi uma viagem maravilhosa, tirando os joelhos roxos e as unhas quebradas empecilhos superados pela felicidade de chegar ao pico e ver descortinar a nossa frente aquele visual espetacular, com o trem passando lá longe como uma cobra se arrastando pelo trilho!

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Foto:LSC



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Foto:LSC

O ano passado fechamos a viagem com chave de ouro, comendo um barreado em Morretes e retornando pela Estrada da Graciosa.
Agora é checar os equipamentos: mochila, barraca, lanterna, isolante, saco de dormir... Preparar o espírito para superar obstáculos e principalmente superar os limites do corpo/mente e botar o pé na estrada!


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Foto:LSC




 

Coyotes no Cemitério

Hoje, a partir das 22 horas, tem lançamento da Revista Coyoto na Vila Cultural Cemitério de Automóveis. Serão lançadas as edições 16 e 17 da revista. Entrada franca. A revista custa R$5,00.
O Cemitério de Automóveis fica na Rua João Pessoa, 103.
A noite Coyote vai ter música e poesia. Rodrigo Garcia Lopes, Karen Debértolis, Maurício Arruda Mendonça, Márcio Américo estarão lendo textos das duas edições.

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16 VEZES COYOTE

A 16a edição da revista de literatura e artes traz ensaio fotográfico de Boris Kossoy, traduções de Alejandra Pizarnik (Argentina) e Robert Melançon (Canadá), dossiê com o cartunista Marcatti, antologia de poemas de Marcos Prado, contos de Nelson de Oliveira e Miguel Sanches Neto, além de poemas de Nelson Sato



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Coyote espreita Codrescu, Bolaño & cia em novo número




Entre os destaques da revista de literatura e artes estão dossiê com o escritor, poeta e ensaísta Andrei Codrescu (Romênia, 1946), poemas do chileno Roberto Bolaño, mais conhecido como prosador, a poesia de Fernando Karl e Veludo Negro, uma mini-antologia com seis jovens poetas brasileiras. Também traz o desenho de Carlos Carah, traduções de Gertrude Stein e as prosas à margem de Ricardo Carlaccio e Rubens K , entre outros



Vendas em livrarias de todo o país ou pelo site: www.iluminuras.com.br

email: revistacoyote@uol.com.br e rgarcialopes@gmail.com Fone: (43) 3334-3299 – Londrina.: revistacote@uol.com.br

PATROCÍNIO: PROMIC - PROGRAMA MUNICIPAL DE INCENTIVO A CULTURA – SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA – PREFEITURA MUNICIPAL DE LONDRINA(PR)


 

Mundo sujo

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Prisão da mente

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Foto: LSC

No eterno ir e vir
Perco-me em suas palavras
Viajo imaginando a tonalidade da sua voz
Mil imagens do seu sorriso iluminam
Minha mente
Promessas não cumpridas
Afetam-me até os ossos
E a conversa se perde nos fios invisíveis da internet


 

DIA DO TRABALHADOR?

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Foto:LSC

Os trabalhadores tem o que comemorar?


Se os Tubarões Fossem Homens
(Bertold Brecht)

Se os tubarões fossem homens, eles seriam mais gentís com os peixes pequenos. Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais. Eles cuidariam para que as caixas tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim de que não moressem antes do tempo. Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos.
Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a guela dos tubarões. Eles aprenderiam, por exemplo a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. Aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos. Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos. Se encucaria nos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência. Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se antes de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista. E denunciaria imediatamente os tubarões se qualquer deles manifestasse essas inclinações.
Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre si a fim de conquistar caixas de peixes e peixinhos estrangeiros.As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que, entre os peixinhos e outros tubarões existem gigantescas diferenças. Eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo assim impossível que entendam um ao outro. Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos da outra língua silenciosos, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de herói.
Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, haveria belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas guelas seriam representadas como inocentes parques de recreio, nas quais se poderia brincar magnificamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para as guelas dos tubarões.A música seria tão bela, tão bela, que os peixinhos sob seus acordes e a orquestra na frente, entrariam em massa para as guelas dos tubarões sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos. Também haveria uma religião ali.
Se os tubarões fossem homens, eles ensinariam essa religião. E só na barriga dos tubarões é que começaria verdadeiramente a vida. Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros. Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões, pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar. E os peixinhos maiores que deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiros da construção de caixas e assim por diante. Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens.



 
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