
Os ruídos fazem sexo com as coisas superiores do Imenso, Sodium, silêncios reduzindo ruídos a seu nexo, nenhum. O Imenso que se vire com seu Kamasutra, seu Wittgenstein, seu walkman que detona todas nas festas de Thot. Quase imensa, ruína Angkor florindo Vietnans, o mar armadilha cicatrizes, e a pele é um bilhete de faraó.
O rio tremia na membrana, na mente do brâmane, na escama da penumbra, na pompa da alma: um gelo; uma prise revela vales espessos - aromas de morte: cristais... A vida se exila aqui, líquida... E quanto ao conteúdo, diríamos, trata-se de um processo alquímico incessante como o som que sopra dos rios ou chuva de meteoros no lago, a sombra de Iago, e essa noite animal.
Centelhas do invisível, farpas de Osíris, o silêncio desnudando o segredo de pétalas secas; o paradoxo da chuva processando seus metais. Tudo se faz luz quando a luz se liquefaz em som, chuva fora de estação. Sinais. Serpes espiralam em sua pele, deixando ali sua dupla exposição, na transferência de ruínas que o olho reúne, e arruína. Dopado pelo ópio do carinho, com a distância tênue de um doutor fora de posição, ele navalhava o pensamento egípcio, preciso, de um sonho total. Apoteose de risos, rios de Osíris, Sol: joías nos crânios e ossos que descem o Nilo. Como aquilo virou isso? Eles, modernos, que mordam a carne bizarra e abocanhem sua módica ração, seu Estúdio Realidade.
Para ouvir
"THOTH": de Rodrigo Garcia Lopes: concepção, voz, vocalize, sampler, sopro e efeitos.
Gravação e mixagem: Maurício Grassman.
http://estudiorealidade.blogspot.com/2008/04/thoth.html#links