c a n s a d a

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Foto:LSC


Ando cansada
das mesmas caras
sorrisos
dilemas
piadas
resmungos
do mundo
ando cansada
Ponto



Pronta para cair na estrada. Contagem regressiva! Hasta hermanos!


 

THOTH

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Os ruídos fazem sexo com as coisas superiores do Imenso, Sodium, silêncios reduzindo ruídos a seu nexo, nenhum. O Imenso que se vire com seu Kamasutra, seu Wittgenstein, seu walkman que detona todas nas festas de Thot. Quase imensa, ruína Angkor florindo Vietnans, o mar armadilha cicatrizes, e a pele é um bilhete de faraó.

O rio tremia na membrana, na mente do brâmane, na escama da penumbra, na pompa da alma: um gelo; uma prise revela vales espessos - aromas de morte: cristais... A vida se exila aqui, líquida... E quanto ao conteúdo, diríamos, trata-se de um processo alquímico incessante como o som que sopra dos rios ou chuva de meteoros no lago, a sombra de Iago, e essa noite animal.

Centelhas do invisível, farpas de Osíris, o silêncio desnudando o segredo de pétalas secas; o paradoxo da chuva processando seus metais. Tudo se faz luz quando a luz se liquefaz em som, chuva fora de estação. Sinais. Serpes espiralam em sua pele, deixando ali sua dupla exposição, na transferência de ruínas que o olho reúne, e arruína. Dopado pelo ópio do carinho, com a distância tênue de um doutor fora de posição, ele navalhava o pensamento egípcio, preciso, de um sonho total. Apoteose de risos, rios de Osíris, Sol: joías nos crânios e ossos que descem o Nilo. Como aquilo virou isso? Eles, modernos, que mordam a carne bizarra e abocanhem sua módica ração, seu Estúdio Realidade.


Para ouvir
"THOTH": de Rodrigo Garcia Lopes: concepção, voz, vocalize, sampler, sopro e efeitos.
Gravação e mixagem: Maurício Grassman.

Leia mais »



 

Teatro em Cena

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Foto: Gilberto Abelha

Se alguém estiver "passeando" pela UEL, sinta-se convidado a visitar a exposição, as fotos são lindas. E aproveitem para tomar um cafezinho comigo!

CDPH recebe Mostra Filo 2006-2007


O Centro de Documentação e Pesquisa Histórica da UEL (CDPH) promove até o dia 30 a exposição Teatro em Cena – FILO 2006-2007, do fotógrafo Saulo Haruo Ohara.

Quando completa 40 anos, o Festival Internacional de Londrina é encenado nesta mostra fotográfica, remontada agora no CDPH.

São 20 imagens que trazem uma dupla tradução: não são apenas cenas teatrais que se fazem revelar pelas imagens, mas teatro que, capturado pela lente fotográfica, não se deixa acabar no palco.

São instantâneos, flashes deste universo teatral que o festival vem ajudando a expandir ao longo destas décadas. Em cena, imagens de peças como Amores Surdos, El Solitário de Pessoa, La Mirada del Avestruz, O Púcaro Búlgaro, Antígona, Ha! Hamlet, Toda Nudez Será Castigada e outras.

Saulo Haruo Ohara é fotógrafo independente, com trabalhos para o Festival Internacional de Teatro e o Festival de Música de Londrina. Fez também o still do filme Gaijin II, ganhador do Festival de Gramado de 2005. É neto do fotógrafo Haruo Ohara, para o qual produziu o livro Lavrador de Imagens.

A mostra pode ser visitada no CDPH, de segunda a sexta-feira, das 8 às 11h30 e das 13h30 às 22 horas. Informações 3371-4824 e 3371-4568.


 

mudanças???

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COME LIE WITH ME AND BE MY LOVE


Venha deitar comigo e ser meu amor
Amor minta comigo
Jaza aqui comigo
Ao pé do cipreste
No doce gramado
Onde o vento fenece
Onde o vento perece
Enquanto a noite marca passo
Venha deitar comigo
A noite toda comigo
E me beije até se fartar
E se farte de fazer amor
E deixe nossos eus falarem em par
Por toda a noite ao pé do cipreste
Sem fazer amor
**
Lawrence Ferlinghetti
(Starting from San Francisco, 1961)
Versão brasileira: Cardoso & Santana Translation Productions





 

Soldados de Cristo

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Manhã de quarta-feira! Agora levantando cedo posso curtir o sol morno da manhã!
Levantar cedo tem suas vantagens, por enquanto encontrei poucas, mais continuo procurando!
Hoje a trilha sonora no meu MP4, para agüentar o ônibus lotado, foi Los Hermanos.
E lá fui eu para mais um dia!
De cara, fiquei espremida entre a porta do meio e a multidão que foi entrando.
Um passinho para trás, pede o cobrador, mais isso é sem chance, como diria o presidiário vivido por Gero Camilo no filme Carandiru.
Nessas ocasiões eu passo o tempo observando e criando estórias para cada passageiro que acho mais interessante. Só que hoje foi impossível criar estórias somente pela fisionomia dos personagens.
É que hoje percebi que havia vários adolescentes, jovens senhoras e homens com rosários nas mãos dedilhando as contas e rezando através de murmúrios. Reparei que uma jovem mulher usava uma camiseta com estampa camuflada, marca oráculo, com dizeres ”Soldado de Cristo”.
Meus pensamentos se perderam para encontrar uma conexão entre o personagem que pregava a paz e os dizeres/estampa da dita camiseta, quando quase cai em uma parada mais brusca do ônibus no ponto. Aí entrou uma senhora idosa pela porta do meio, me espremi um pouco mais para deixá-la segurar no ferro baixo equilibrando-se para não cair.
Fiquei esperando um dos Saldados de Cristo levantar para ceder o lugar para a irmã idosa. Nada! E a senhora continuou o percurso equilibrando-se como pode nas curvas mais fechadas!
Já nem ouvia “Lágrimas sofridas”, meu ser inteiro pulsava indignado vendo tais soldados ignorarem a senhora enquanto dedos ágeis procuravam mais uma conta para um Creio.
Já eu, creio que eles estavam pedindo a Deus para que morram antes que fiquem velhos. Ou quem sabe, pediam a graça de conseguir comprar um carro e não terem que se submeter ao sofrimento de um ônibus lotado logo às sete da manhã, ouvindo a ladainha murmurada pelos Soldados de Cristo.


 

desejos

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Geladeira natural na serra do cadeado



o mar agitado se acalma aos poucos...
as ondas gigantes vão diminuindo como um soluço no fim do choro convulsivo...
a dor suaviza
O tempo passa... e com ele a dor, o mau humor...
a solidão ainda é oportuna...
acalenta... abranda...
o sono vem tranqüilo
serena o espírito
mais um dia...
enfim...
sorriso de borboletas surgem...
ressugem...



Vontade de ir para a Serra do Cadeado! Cansar o corpo no rítmo das rochas, sentir o vento refrescar a pele grudada na rocha na superação de mais uma escalada, testar o cérebro com a adrenalina máxima do rapel e no fim do dia tomar um vinho com os Amigos contemplando as estrelas!




 
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