Aderindo ao apelo para que o Tibet volte a ser um Estado livre!
Olá, acabei de assinar uma petição urgente pedindo para o governo chinês ter cautela e respeito pelos direitos humanos no Tibet, e para eles abrirem o diálogo com o Dalai Lama. Basta clicar no link para assinar a petição: http://www.avaaz.org/po/tibet_end_the_violence/98.php/?cl_tf_sign=1
Depois de quase 50 anos de domínio chinês, os tibetanos estão demandando mudanças. Enquanto a violência se espalha no Tibet e na região, o governo chinês decide entre, aumentar a repressão ou se abrir para o diálogo. O Presidente Hu Jintao precisa ouvir que as Olimpíadas e os produtos "Made in China" terão o apoio do mundo, se ele escolher o diálogo.
Precisamos de uma avalanche de apelos do mundo todo para chamar a atenção do governo chinês. Clique abaixo para assinar a petição. Em menos de uma semana conseguimos metade da nossa meta de 1 MILHÃO de assinaturas!
http://www.avaaz.org/po/tibet_end_the_violence/98.php/?cl_tf_sign=1
Obrigado pela ajuda!
Meus amigos sempre reclamam por eu andar rápido!
Vai ver é para compensar – inconscientemente - os passos curtos devido a minha estatura. Vai saber!
O fato, é que mesmo com toda minha presa não consigo passar em frente ao Café Ipanema sem dar uma paradinha básica para um cafezinho de coador. Porque vocês sabem, o melhor café é aquele feito em coador de pano.
Agora minhas paradas no coração do calçadão não serão mais possíveis, pelo menos não para tomar o cafezinho no Café Ipanema, pois o mesmo fechou!
Mais um reduto que fazia parte do patrimônio histórico da cidade cerrou suas portas. Foram quatro décadas de portas abertas para os viciados em café e bom papo como eu. Lá a gente ficava sabendo das fofocas da cidade. Além de cruzar com personalidades da política, artes...
O Café Ipanema fecha para dar lugar a uma loja de uma empresa de telefonia.
E a cidade mais uma vez perde suas referências! Edifícios, arquivos, pessoas... a memória da cidade vai se perdendo no corredor do tempo sem que as pessoas se dêem conta, até bater aquela vontade de tomar um cafezinho no coração do calçadão!
próximos dias de silêncio
permitido.
expectativa
resumida
no sorriso que surge
inesperadamente!!!!
BEM NO FUNDO
(PAULO LEMINSKI)
no fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela - silêncio perpétuo
extinto por lei todo remorso,
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos pra passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas
reflexões de outubros passados
sábado surpreendente!!
econtro... reencontro...
papo cabeça... neurônios trabalhando a mil
mesmo sob o efeito da Smirnoff "radioativa"
beijo com sabor de outros tempos
Valentino a rodar...
Orishas dando o toque surreal
madrugada de domingo esclarecedora
quebrar o silêncio
colocar as cartas na mesa
abrir o jogo
e se desnudar sem timidez
falar o que
pensa
sente
do outro lado a surpresa
a desconfiança
a irritação
de ser questionado
de ouvir o
que não queria
que não devia
que não sentia
o alívio chega
como um gozo
fazendo o sono vir sereno
tranquilo
missão cumprida
jogo ganho.
vitória?
breve...
o próximo round já está perdido...
derrota com gosto de vitória ou
mais um período de convalescência?
só vivendo para saber!
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
uma semana pensativa!
fazer escolhas é tão difícil!
Por duas vezes encontrei jack kerouac no sebo capricho
e não foi por capricho que o levei para casa...
é que ele é irresistível
sonhei com jack kerouac
sentado na varanda da casa
de waldemar cordeiro. eu acabara
de acordar e dei de cara
com aquele vulto imerso
na neblina. bem acima da copa
das árvores a lua cheia ardia
entre nuvens espessas, com sua
cara de gangster. eu disse “ei, man,
onde é que vamos parar?” jack
deu uma longa tragada
no cigarro, fumaça branca na névoa
branca, e me estendeu
o copo de uísque.
continuou encarando a lua, pálido
como um fantasma. disse
que estava a bordo de um navio
mercante da marinha americana na costa
da indonésia até a semana passada.
perguntou se ainda havia hippies
nas ruas, feministas queimando sutiãs
em praça pública e negros
enforcados nos galhos de grossos carvalhos
no novo méxico. “oh, não, jack, isso
faz tanto tempo. os últimos enforcados
foram jovens soldados americanos
na ponte de fallujah, depois de uma
emboscada dos rebeldes iraquianos.”
descemos até a mercearia da praia brava
atrás de umas latinhas de cerveja
e de uma garrafa de conhaque. no caminho
contei-lhe que leminski e itamar assumpção
estiveram nesta mesma casa no carnaval
de 1988. “oh, yeah”, disse jack. “os grandes
poetas são como as marés: engolem os
barcos dos imprudentes e lançam os destroços
na praia”. quando voltamos da mercearia,
minha filha de 16 anos lia jorge luis borges
e meu filho de 13 lia david goodis. nina
simone cantava just call me angel of the morning.
jack abriu uma lata de cerveja, bebeu
um longo gole olhando as folhas da mata
e disse a eles: “não deixem que os idiotas
calem sua voz. aquela voz que vem lá do fundo
de vocês mesmos. contem comigo
pro que der e vier”. minha filha
sussurrou no meu ouvido: “quem é esse
cara?” “jack kerouac”, eu respondi. “uau”,
ela balbuciou. meu filho levantou os olhos
do livro e gritou: “eddie acabou de acertar um
cruzado de direita na cara do leão-de-chácara”.
eu olhei para jack e em silêncio
fizemos um trato: “deixe-os viver. ainda é cedo
para contar-lhes sobre as mentiras do mundo”.
jack jogou pra dentro um bom gole
de conhaque e assentiu com a cabeça. a noite
estava fria. a lua continuava socando as nuvens
com sua cara de gangster mau humorado.