Das lembranças
O que resta
são as lágrimas
Que se vão
Le(a)vadas pela chuva
"Mas onde já se ouviu falar num amor á distância,
Num teleamor ?!
Num amor de longe…
Eu sonho é um amor pertinho…
E depois
Esse calor humano é uma coisa que todos - até os executivos têm
É algo que acaba se perdendo no ar
No vento
No frio que agora faz…
Escuta!
O que eu quero
O que eu amo
O que eu desejo em ti
É teu calor animal…"
Mario Quintana – Baú de Espantos - 1986
Em 20 de janeiro de 1983, morria no Rio de Janeiro, vítima de alcoolismo, Mané Garrincha.
Londrina 2 X 1 Engenheiro Beltrão. Esse foi o placar hoje a tarde no Estádio do Café.
O time do Londrina é muito ruim e só ganhou porque o Engenheiro Beltrão conseguiu ser pior! O banho de chuva salvou a tarde!
Já o Corinthians... Afinal o que acontece com o Timão? Será alguma mandinga enterrada no Parque São Jorge?
Resumindo, meu domingo foi totalmente futebolístico para espanto e indignação dos meus amigos!
O Futebol
(Chico Buarque)
Para estufar esse filó
Como eu sonhei
Só
Se eu fosse o Rei
Para tirar efeito igual
Ao jogador
Qual
Compositor
Para aplicar uma firula exata
Que pintor
Para emplacar em que pinacoteca, nega
Pintura mais fundamental
Que um chute a gol
Com precisão
De flecha e folha seca
Parafusar algum joão
Na lateral
Não
Quando é fatal
Para avisar a finta enfim
Quando não é
Sim
No contrapé
Para avançar na vaga geometria
O corredor
Na paralela do impossível, minha nega
No sentimento diagonal
Do homem-gol
Rasgando o chão
E costurando a linha
Parábola do homem comum
Roçando o céu
Um
Senhor chapéu
Para delírio das gerais
No coliseu
Mas
Que rei sou eu
Para anular a natural catimba
Do cantor
Paralisando esta canção capenga, nega
Para captar o visual
De um chute a gol
E a emoção
Da idéia quando ginga
(Para Mané para Didi para Mané Mané para Didi para
Mané para Didi para
Pagão para Pelé e Canhoteiro)
Naveguei a sua procura de forma incessante
enfrentei ondas e tempestades
só vividas por quem se desespera
com a ausência...